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Multishow _ News Music # 1997

- Como será ser nocauteado pelo Oasis? Pergunte ao Blur.

- Eles sabem, lembram da guerra de bandas no ano passado? Blur ganhou todos os prêmios, mas o Oasis venceu vendendo mais.

- Acho que dói. Na cena inglesa, acho que o Blur está cuidando das feridas. Algo explodiu entre seus discos. Eles quase se perderam. Mas estão de volta. E com um novo disco que deveria se chamar "pressão demais", mas não chama.

- Chama-se BLUR.

- BLUR.

- Apenas BLUR. E enquanto fazem citações, estão mesmo na de banda americana de rock, com muita guitarra, como o Pavement. Mas isso não apareceu nesse disco, como KCC descobriu.

A imprensa, e vocês mesmos, se voltaram para o fator americano, o sentido desleixado inglês. Mas para meus ouvido e olhos, Hunkey Dory, Aladdin, concordam?
Damon Albarn:
É, tem muito disso mesmo. Mas há muito o meu lado das coisas, na verdade. Acho que Graham...
Alex James: É, nós...
Damon: Acho que eles detestaram.

Mesmo essa era?
Damon:
É.
Alex: É muito estranho. Meio assustador.
Damon: É.
Alex: É, pra gente que acha que a própria banda está tentando fazer um disco. É o que faz... e é o que faz dançar, crianças.
Damon: Acho que quisemos nos distanciar de tudo que era inglês.

Sentiu-se como que encostado em um canto?
Damon:
É, algo assim. Acho que estivemos imprensados em um canto. Saiu do controle. Saiu mesmo. Completamente fora de controle. Parou de ser engraçado uns oito meses atrás. Não podia ir a nenhum lugar sem ser cercado.

Ficou perigoso para vocês?
Damon:
Não perigoso. Mas os mesmos "amigos" que enlouqueceram com PARKLIFE há seis meses são os que me chamam de idiota.

Alex: Fomos a banda inglesa menos legal por seis meses. Somos a mais legal de novo. Vem fácil, vai fácil.
Damon: Está na moda, está fora de moda.

Alex: Quando você faz muito sucesso, tudo é projetado em você. O estado da nação, o demônio da classe média.
Damon: Classe trabalhadora.

Socialistas-champagne?
Damon:
Só champagne.

O disco THE GREAT SCAPE foi número um na Inglaterra, mas exigiu muito da banda. Foi uma vitória vazia? Tornaram-se a maior banda, chegaram ao número um, e tudo mais.
Damon:
Foi vazio. Não foi uma vitória. Não se é vitorioso na música. Ou fez algo que é certo, ou fez algo errado. COUNTRY HOUSE é uma grande música ao vivo. É por isso que não a tocamos. Não a tocamos agora. Mas está certa de muitos modos. Apenas foi estragada por tudo isso, pela indústria.

Dois membros da banda se tornaram abstêmios, enquanto Alex mantém a reputação de beber demais. Você faz jus à reputação? A segue, melhor dizendo?
Alex:
Acho que, basicamente, desejo ser um alcoólatra-gênio-idiota do Soho.
Damon: Não, não quer.

A mídia atacou e a perda para o Oasis forçou a banda a recuar?
Damon:
Fui a Islândia porque decidi que queria. Fiquei apaixonado pelo lugar e voltei otimista quanto a tudo. Escrevi muitas músicas que, se estivesse sozinho, fariam parte de um disco solo. Mas, você sabe, eu sabia que Graham gostaria delas. Já que ele é o mais insatisfeito com o que aconteceu, tem nos acontecido. Você sabe, foi ótimo voltar a trabalhar. E costuramos todas as nossas diferenças que estiveram nos corroendo nos últimos sete anos.

A banda gravou parte de seu novo disco na Islândia. O que achou do país?
Alex:
É maravilhoso. É feito de montanhas, vulcões e geleiras. A maioria dos lugares é de asfalto e tijolo... É tão intocado que é realmente intimista.

Damon: Está além do alcance de nossa idiotice. Eu acho isso. E acho que todos na Islândia se sentem assim. Eles se sentem abençoados, por estarem fora do alcance. Foi o que isso tudo nos ensinou. Apenas seja o que é. Está a salvo então, mesmo.

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