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Folha de S. Paulo _ Richard Ashcroft, ex-Verve, volta feliz # 03 julho 2000

RICHARD ASHCROFT, EX-VERVE, VOLTA "FELIZ"

Cantor e compositor, ex-líder do grupo de pop britânico lança primeiro disco solo, é pai e "celebra a vida" nos shows

Single novo, filho novo, carreira solo e drogas leves. Richard Ashcroft, ex-líder do Verve, lançou seu primeiro CD solo, ALONE WITH EVERYBODY, em junho.

Largou as drogas pesadas, motivo pelo qual o Verve se dissolveu pela primeira vez em 1995, e caminha para fugir do estigma "líder de banda que lança disco solo apenas com violão".

Em entrevista exclusiva à Folha, Ashcroft, 28 (que perguntou se estava tudo bem com a Argentina antes da conversa...), fala sobre o rompimento da banda, o novo trabalho e os planos para o futuro.

Afinal, por que o Verve acabou?
Richard Ashcroft:
Em termos de relacionamento, chegamos a um final. A situação não era nada saudável (a ligação cai). Está vendo? A ligação até cai... Em uma frase, não era um ambiente saudável para viver.

Mas vocês ainda são amigos? Acabou tudo bem?
Richard:
Não acho que ficou bem para ninguém. Pete, o baterista, toca no meu álbum... Então ainda temos ligações. Não há nada de errado entre nós, mas a banda acabou e não volta.

Você está se sentindo mais feliz agora?
Richard:
Agora estou bem. Meu processo criativo hoje é mais fácil. Sobre felicidade, cito BRAVE NEW WORLD, YOU'RE ON MY MIND IN MY SLEEP, essas músicas são o passo seguinte de THE DRUGS DON'T WORK, SONNET ou LUCKY MAN. Mesclei várias facetas da minha personalidade com as do ouvinte nesse álbum. É um momento de celebração, de amar quem você quer. Como meus shows: uma celebração da vida.

Como é o seu novo álbum?
Richard:
Cada faixa é muito individual. É psicodélico, é country-blues, algum hip hop. E o que fizemos em estúdio em termos de produção dá continuidade ao que foi feito no anterior (do Verve). Não espere apenas eu e um violão. Espere uma vasta experiência sensorial (risos). Em URBAN HYMNS, escrevi a maioria das músicas, como LUCKY MAN, DRUGS DON'T WORK, VELVET MORNING. Aquele disco deveria ser meu primeiro álbum solo, que se chamaria "Richard Ashcroft"... Tente entender que esse não é o disco-solo-do-vocalista-que-saiu-da-banda-no-auge. É o do cara que escreveu essas canções.

Como você analisa o Verve na cena britpop?
Richard:
Mantivemos nossa individualidade e fomos independentes com um som e características próprios. Na verdade, sempre fomos contra a cena britpop. Apenas procuramos fazer música pop.

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